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Ainda é difícil para muitas pessoas de talento, entender as mudanças do mundo, mas não há alternativa, é nele que teremos de funcionar.

Para mim também não são sempre muito claras, mas há algumas que são tão óbvias que até chateiam.

Em primeiro lugar é preciso entender que nada é hoje como era há 5 anos atrás, para não ir mais longe. Algumas das profissões mais necessárias hoje, e por isso mais bem pagas, estão ligadas com o empreendedorismo, a inovação, o conhecimento.

Imagina! Nem sequer há cursos superiores para isso, nem licenciaturas nem mestrados. E não os há porque as necessidades do mercado evoluem tão rapidamente que nem há tempo para criar uma programa universitário de 3 ou 4 anos. Aliás, nem há tempo para escrever os próprios programas, quanto mais implementá-los!

Parece não haver alternativa senão adaptar-se. E rapidamente.

Há uns dias encontrei um amigo, dos seus 25 anos, informático. Gosta de montar máquinas, esventrá-las. Tem uma pequena empresa de venda e assistência informática e vende uns softwares. Não tem um perfil no Facebook, nem no Twitter e muito menos no Youtube, abomina blogues e redes sociais de toda a espécie, para ele o negócio é como uma mercearia de esquina: conhece os seus clientes, desenrasca-os, mantém um livro de fiado.

Um rapaz novo, no ramo das novas tecnologias, e é um dinossauro simplesmente porque desde que iniciou a sua actividade profissional, há coisa de 5 ou 6 anos na loja informática de um amigo, as coisas eram assim e ele não evoluiu juntamente com o mercado.

Mas, que alternativa tem ele, senão evoluir ou morrer?

Entretanto as grandes superfícies tomaram conta do negócio da venda e assistência, são muito mais eficientes, são melhores garantias, são melhores profissionais, mas ele continua a lutar para manter a sua pequena mercearia informática na esquina.

Este é um exemplo fácil de entender, mas há tantos outros que se debatem por não verem novas oportunidades, por não verem a alternativa que se abriu às formas tradicionais de entender o mercado e os negócios.

Quantos programadores iniciaram os seus cursos no auge da procura de sites e soluções de Internet? E quantos agora, engenheiros, estão a morrer de fome? Porquê? Porque qualquer caramelo compra um template de site ou um tema de wordpress e monta um site sofisticado por umas poucas centenas de euros. Como pode o programador, que estudou na universidade e sabe programar, tem um elevado valor de conhecimento, competir com um artista ignorante que faz um blogue ou um site e ganha com isso um salário mínimo em meia hora?

Queres mais exemplos? Eu dou. Agora da área do Marketing, que é a minha. Todos os homens e mulheres do marketing que terminaram os seus cursos há mais de 2 anos e não reciclaram profundamente, estão a milhas da realidade.

Existe hoje um navio muito grande que navega imparável rumo a praias desconhecidas: uma Nova Economia. As pessoas do marketing são provavelmente aqueles que têm uma capacidade de resposta mais rápida nestas mudanças por causa do treino que tiveram em manter os ouvidos e os olhos atentos ao mercado.

Contudo também o marketing mudou. Não porque nas universidades tenham descoberto a pólvora, mas porque as pessoas mudaram o seu relacionamento com a vida, consigo mesmas, com os outros e, obviamente com os bens de consumo e com quem os fornece.

Existe todo um conjunto de novas realidades que já não passam pela conquista de um “share of wallet”, uma percentagem da carteira do consumidor, mas pelo “share of heart”,uma fatia do seu coração.

Este novo marketing está a explodir por todo o lado assumindo-se como alternativa ao marketing tradicional baseado no mix produto, preço, promoção, distribuição.

O que começou há uns anos com o nome de Marketing de Permissão, marketing baseado no “poder do consumidor” que pode ou não permitir os nossos avanços promocionais, veio a evoluir para nomes tão invulgares como Marketing de Relacionamento, Marketing de Recomendação (também chamado “Marketing de Rede”) ou Marketing de Atracção.

O que é importante saberes, tu que tens as tuas competências ganhas com esforço e vives num mundo onde parece que não tens valor é que há de facto uma alternativa.

A unidade económica da Nova Economia já não é a Empresa, mas o Indivíduo. Tu.

As empresas servem enquanto veículos para que tu, indivíduo, atinjas os teus objectivos. As empresas, algumas, já se aperceberam que o valor maior não está nos produtos, mas nas pessoas. Que o seu modelo de negócio pode ter sucesso não já dependendo do marketing mix mas do human mix: de ti.

E é aqui que reside a tua oportunidade. Onde todos podem ver perigo tu podes optar por ver a alternativa: o teu Marketing Pessoal. Todos os teus esforços precisam de apontar nessa direcção mesmo que nao vejas ainda a luz ao fundo do túnel.

Uma coisa é certa: tu nunca receberás mais dinheiro do que tu vales para o mercado. Se dás valor de 5 não podes querer ganhar 10. simplesmente isso não é comportável e não acontecerá. Queres ganhar mais? Valoriza-te mais.

Toma atenção porém: não é mais um curso desadequado da realidade que te trará uma alternativa viável. Não.

O investimento tem de ser em ti, sim, mas de forma inteligente. Precisas de te valorizar e comunicar o teu valor, criar o teu próprio branding, aumentar o teu valor real e percebido.

Isso é o início da tua alternativa de vida. Não interfere em nada com o que já fazes, somente ganhas uma nova dimensão e um novo valor, monetizas o teu potencial de conhecimento e experiência e isso é fenomenal.

Se é importante teres um bom marketing pessoal? Sem dúvida. O que não falta no mundo são pessoas talentosas e fracassadas, simplesmente porque ninguém lhes disse que não bastava o produto ser bom, era preciso que as pessoas o quisessem comprar.

Sucesso,

Rui Gabriel

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