“A pobreza é romanceada somente por idiotas.” – J. K. Rowling

Qualquer pessoa tem uma ideia pré-concebida acerca do dinheiro, da riqueza e da pobreza.

Em Portugal, a ideia cristã e salazarista que impregnou a geração dos meus pais e, por via disso a minha, abomina o dinheiro e valoriza a pobreza. “Pobrezinhos mas honrados”, “é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha que um rico no reino dos céus”.

Mas a pobreza não é uma experiência nobre, é stressante, traz agarrada muita subserviência, humilhação, doença, falta de auto-estima e infelicidade.

Quem alguma vez pode dizer que estas coisas são românticas?

Quando ouves dizer que “o dinheiro não é tudo” queres dizer que tudo é mais importante que o dinheiro, mas deixa que te diga uma coisa: quando ele te falta, ele passa a ser tudo para ti. Facilmente vives focado nessa falta.

Vi recentemente no TED um estatístico a referir que as pessoas se consideram mais felizes quando têm uma determinada quantia de dinheiro que lhes permite pagar as contas e fazer pequenas extravagâncias do que quando não ganham o suficiente para isso. Por outro lado, uma vez atingido esse patamar, o aumento de rendimento não corresponde com aumento de felicidade, ou seja, alguém que ganhe 60 mil por ano ou 200 mil por ano, a felicidade que diz ter é sensivelmente a mesma.

Isto diz-me uma coisa: que o dinheiro traz felicidade sim, mas que a partir de certo ponto mais dinheiro não significa mais felicidade.

Quem vive em pobreza? Vivem em pobreza todas as pessoas que não têm o rendimento suficiente para se sentirem felizes.

  • Se lutas pela sobrevivência,
  • se o mês é mais comprido que o salário,
  • se tens dificuldade em ter as contas em dia,
  • se precisas de algum cuidado de saúde (ou alguém da família) e não o tens porque não o podes pagar,
  • se fazes coisas que detestas por causa do salário e
  • se perdeste os sonhos porque achas que nunca os poderás pagar,
  • se tens medo do futuro,

…então és pobre.

Tens o dever, por ti mesmo e pelos teus, de lutar pela tua liberdade e de sair da pobreza.

O primeiro passo é reconhecer que és pobre, o segundo é procurar alternativas, encontrar oportunidades, persegui-las e realizá-las.

Não penses somente em sobreviver, que isso é o que fazes agora, mas em ficar rico. Rico de tudo, incluindo de dinheiro.

Não há nada mais nobre que sair da pobreza, ser próspero, ter abundância para dar e vender.

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