“Há pessoas que pensam durante 90% do tempo e actuam durante os restantes 10%. Eu penso durante cerca de 30% do tempo e actuo nos restantes 70%.” – John Rockefeller

Jim Rohn ensinou-me que tenho de trabalhar mais sobre mim mesmo do que no meu emprego, que é a minha mudança pessoal que provoca todas as mudanças de vida que eu procuro.

Demorei bastante tempo a compreender e a encaixar este conceito, vindo como vim de um paradigma mais ou menos fatalista que me dizia que eu tenho um lugar no mundo, que me cabe a mim descobrir, e que tenho de sobreviver num mundo hostil e fora do meu controlo.

Quando finalmente assimilei a ideia de que eu crio a minha realidade, agradecendo para sempre a Wayne Dyer e a “O Segredo”, dediquei-me à introspecção. Já tinha treino prévio em visualização criativa e a coisa pareceu fazer todo o sentido. Foquei-me em mim, na vida interior, na espiritualidade e na minha valorização pessoal. Esperei resultados, mas parecia que havia uma desadequação entre o que eu pensava acerca do meu valor e o retorno que conseguia. Jim Rohn tinha-me dito que eu ganhava o que merecia, e que, se eu quisesse ganhar mais teria de merecer mais. Isso era o que eu andava a fazer: a valorizar-me, mas os resultados não apareciam.

Algo “estava podre no reino da Dinamarca”, alguma coisa não batia certo. Um amigo recente, que eu já citei aqui nas Frases, disse-me em conversa: “um sonho sem acção vira pesadelo” (em bom “brasileiro”). Os meus mentores falam de “acção”, “colocar acção”, “ir atrás”, “sentido de urgência”, mas essas palavras não encontravam eco em mim porque eu pensava que eu era tão bom, tão inteligente, tão desenvolvido pessoalmente, que as coisas começariam a acontecer sem eu ter de fazer mais nada além de “trabalhar sobre mim mesmo”.

Estava esquecido de um pequeno detalhe. Há duas formas de te melhorares, como dois remos de um barco, ou como duas pernas que alternam os passos e te fazem progredir: o estudo e a prática.

Sim, “estudo” e “prática”. Com o estudo aprendes algumas coisas, com a prática aprendes outras. Não é possível aprenderes as lições da prática estudando nem as lições do estudo praticando. Não. Temos estas duas formas de aprender à nossa disposição precisamente porque são insubstituíveis.

Quando descobri isto, há uns tempos atrás, a minha vida mudou. De repente entendi como ter sucesso: Estudar e Fazer, depois voltar a estudar e voltar a fazer, numa espiral de prosperidade.

Desta descoberta decorreram outras, a principal foi a de que “nem sempre é tempo de pensar” e “nem sempre é tempo de agir”. Cada coisa tem o seu tempo certo.

Quando estás a planear a tua vida, a conjugar as oportunidades com as possibilidades, então é tempo de pensar. Não actues, não te precipites. Mas não percas mais de 30% do teu tempo neste processo, porque entras no poço da indecisão que te agrilhoa rapidamente. Depois de tomares as tuas decisões, de saberes o que é preciso fazer: faz. Não penses, não duvides, não avalies. Simplesmente actua. Depois de fazeres, pára para pensar, avaliar, corrigir. Em seguida age de novo, sem segundas opiniões e sem dúvidas.

Se tiveres duas pessoas iguais e uma dedique à acção somente mais 1% do tempo que a outra, daqui a 5 anos a que actua mais estará numa posição de prosperidade que a outra nem sequer compreende.

Se souberes quando é tempo de pensar e tempo de agir e seguires o conselho do Rockefeller (que foi o homem mais rico do mundo no seu tempo), terás uma vida equilibrada e cheia de sabedoria, porque vais buscá-la às duas únicas fontes onde ela está disponível: no estudo e na prática.

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