“Nada faz uma pessoa sentir-se forte como um pedido de ajuda.” – João Paulo II

É fantástica (e aborrecida) a natureza humana que coloca umas pessoas a fazerem por outras coisas que não fariam por si mesmas. Aposto que tu és uma dessas pessoas.

  • Uma mãe que cuida da saúde do filho, gasta milhares de euros, dias inteiros, noites inteiras. O que for necessário ser feito, será feito. Mas, se tem uma dor estranha não vai ao médico, e, se vai por não aguentar mais, toma o mínimo dos remédios ou até se “esquece” de os tomar.
  • Um trabalhador que faz 10 horas de trabalho diário, sem qualquer recompensa extra. Ainda ouve os abusos do patrão, mas porque tem brio no seu trabalho, faz o que for necessário para que ele saia perfeito e toda a gente satisfeita. Este trabalhador, se lhe derem a possibilidade de trabalhar para si mesmo durante essas mesmas duas horas… não o faz.
  • Alguém está a afogar-se e um espectador atira-se para salvar esse desconhecido. Até pode dar a vida, literalmente, mas está zangado, por causa de uma ninharia, com alguém que ama.
  • Um empresário mata os neurónios para conseguir pagar o subsídio de Natal para a sua meia dúzia de empregados, mas não dá uma prenda à sua própria esposa.

Quase toda a gente é generosa para dar, mas pouca é generosa para receber.

É uma qualidade extraordinária essa que faz com que um ser humano coloque os interesses de outros à frente do seu próprio interesse.

Mas também é um defeito aborrecido pois, se tu não estiveres bem não podes ajudar. Se tiveres fome não podes matar a fome, se estiveres doente não podes cuidar dos doentes, se não tiveres dinheiro não tens tempo nem meios para ajudar aquela pessoa que te grita por socorro.

Usa dessa força generosa para ti mesmo para poderes continuar a usá-la para o outros.

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