“Penso, logo desisto.” – Anónimo

Nós somos ensinados a pensar que tudo o que “é racional” é bom, ou então o “provado cientificamente”.

Quando és deparado com a necessidade de tomar uma decisão vital para a tua vida o que é que te dizem?

“Pensa bem”, “pondera”, “avalia os prós e os contras”, etc.

Usas e abusas da metade esquerda do teu cérebro, foste treinado, ou treinada, a pensar, analisar, sintetizar e estás convencido de que assim é que está bem.

Engano teu…

O que não te dizem é que as tuas decisões mais acertadas têm a influência directa, e por vezes desconhecida, do lado direito do teu cérebro, daquele que usa a emoção, a intuição, o 6º sentido.

Este lado direito tem o poder de ver mais longe e comunica contigo através de emoção, da mesma forma como a metade esquerda o faz usando a linguagem.

O que eu quero dizer com o post de hoje é que, quando se te depara a oportunidade de fazer algo de extremamente audaz e estruturante para o teu futuro, a tua emoção deve guiar-te pelo menos tanto como a tua razão.

Sentes no fundo um desejo ardente, um sentimento de congruência, parece que as peças encaixam.

Ganhas entusiasmo e alegria.

Tudo isto são manifestações do teu lado direito, da emoção dizendo-te “vai em frente”.

A tua visão é o que te inspira e a tua criatividade não vai deixar que as dificuldades levem a melhor.

Contudo se, depois de experimentares a excitação da ideia e a emoção e desejo te incendiar, começares a “ponderar”, a “pensar bem”, a “racionalizar”, vais descobrir que os outros irão rir-se de ti, ou não és mais que os outros ou ainda que é melhor continuar na mesma porque não podes arriscar o pouco ou muito que já conseguiste. Isso é raciocínio e isso irá manter-te preso e amarrado.

Não penses demasiado.

Não é por muito pensar que irás cometer menos erros, aliás, frequentemente a tua intuição está mais perto da realidade que a tua avaliação.

Já ouviste dizer: “segue o teu coração”? É disto que se trata. A tua metade direita faz-te ver o destino e dá-te o combustível emocional, contudo não te leva lá. Precisas da metade racional que reúne os recursos para a viagem, procura os melhores caminhos, traça mapas, estabelece objectivos intermédios, avalia os progressos, corrige estratégias.

Quando te conseguires tornar uma pessoa “una”, unificada, integral, entrarás no grupo dos realizadores de milagres.

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