“É preciso viver como se pensa, caso contrário se acabará por pensar como se tem vivido”. – Paul Bourget

A tua vida tende a ser congruente. Existe sempre uma tendência natural para equilibrar o que se pensa e o que se faz, como os vasos comunicantes fazem com a água.

Se tens sonhos e não os vives, a água dentro desse tubo, a pouco e pouco vai descendo até os teus sonhos terem o tamanho da tua realidade. Por outro lado, se vives em consequência com o que pensas, a pouco e pouco a água no tubo da tua realidade vai-se aproximando do nível da do tubo dos sonhos.

A isso chama-se “realização pessoal”.

Bonita a teoria? Vamos à prática:

És fumador. Sabes que terás de deixar de fumar algum dia mas nunca tomas a decisão. O que pensas começa a descer até ao nível da tua realidade (de fumador ou fumadora) e um dia verificas que aceitas tranquilamente a tua condição e até achas que, se morreres por causa disso, há formas piores de morrer. Desculpa falar assim, não só conheço pessoas que pensam desta forma como eu próprio já o fui.

A tua saúde está a arruinar-se, sabes que precisas de fazer exercício.

As tuas finanças estão pela hora da morte e tens de arranjar um part time ou mudar de emprego.

As tuas relações estão azedas. Tens de tomar as providências que tu sabes dever tomar.

Etc… Neste preciso momento há alguma coisa importante, quem sabe muiiiiito importante, que tens descurado, evitado.

Fica sabendo que tens de pagar um preço. Ou o de fazer as coisas ou de deixar que as coisas te façam a ti.

Faz tu as coisas, da forma como te dita a consciência.

Porque se as não fizeres, elas irão moldar-te e à tua consciência até encontrarem a congruência natural dos vasos comunicantes e te reduzirem em humanidade.

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