“A ciência será sempre uma busca e jamais uma descoberta. É uma viagem, nunca uma chegada.” – Karl Popper

Quando estudava na universidade um professor de filosofia disse-me que uma das grandes diferenças entre a ciência e a metafísica é que a ciência é falseável. Trocado por miúdos: a verdade científica por ser provada errada. Efectivamente os avanços na ciência são feitos pela prova do erro: uma teoria comprovadamente certa hoje pode ser, e será seguramente, comprovadamente falsa amanhã.

Isto tem acontecido, como sabemos, ao longo de toda a história. Aliás, sempre que a ciência se quis transformar em verdade absoluta (não falseável) como aconteceu durante os mil anos da idade média, o progresso parou. Cientificamente falando o ocidente estava tão avançado no sec. XIII como estava no seculo IV em consequência disso mesmo.

Então porque continuam os cientistas a estudar, desenvolver, aprender e explicar se sabem de antemão que todas as suas conclusões e em última análise todo o seu trabalho será provado errado? Pelo simples motivo de que eles sabem que tudo está em progresso, o passo que um deles dá hoje é um passo necessário. Não te coloca no destino, aliás, não existe destino, somente o caminho, a viagem.

Tudo o que pensas, fazes, admiras e gostas, os teus hábitos, os rótulos que colocas em ti mesmo, tudo isso e tudo o mais são somente passos de uma grande viagem.

Essa viagem não tem um destino:

o destino é a própria viagem.

Se pensares bem nisto, verás que nunca andas a desperdiçar muitas calorias caminhando à toa porque tudo é uma descoberta, tudo faz parte da viagem e do destino.

Cabe-te a ti escolher o itinerário, passo a passo, e transformar esta peregrinação numa viagem aterradora, simplesmente aborrecida ou… se escolheres sabiamente…

… numa viagem de sonho, arrebatadora. E… completamente grátis.

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